Tem uma matéria sobre a Banda Urca Beach no blog: Sintonize sua VIDA. http://sintonizesuavida.blogspot.com/
Tá muito legal e aproveito para agradecer a força que o Afonso júnior deu pra gente publicando a matéria que a Mariângela, nossa querida, escreveu.
Muito obrigada novamente deem uma olhada lá no blog, a nossa matéria é apenas uma entre tantas outras maravilhosas que o blog tem. Aliás o blog é um bálsamo para nossos corações em dias tão turbulentos. Beijos
Este blog pretende mostrar coisas simples desse lugar, a Urca. Imagens, histórias - antigas e novas de quem mora aqui - a arte que brota em suas ruas e tudo mais que se pode ver passeando pela Urca
Pesquisar este blog
Sobre os textos e as fotos
As imagens que estão nesse blog, são fotos que faço. São momentos que registro e divido com vocês.
Assim como os textos, que são escritos por mim com a singela intenção de falar aos seus corações e trazer um pouco de alegria para nossas vidas.
Assim como os textos, que são escritos por mim com a singela intenção de falar aos seus corações e trazer um pouco de alegria para nossas vidas.
terça-feira, 13 de abril de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
O Tempo
Outro dia coloquei aqui uma postagem sobre os dias de chuva e sobre a admiração que tenho de dias assim. Porém, não posso me furtar de colocar novo comentário frente a situação em que todos nós, de alguma forma, enfrentamos nesses últimos dias, quando todo o Estado do Rio de janeiro sofreu com as circunstânicas advindas de horas e horas de chuva.
Quando enalteci a beleza do Rio em dias de chuva não estava, obviamente, falando de dias como os que vivemos na semana passada. Eu me referia a dias normais em que a natureza se mostra amena e nós entramos em seu ritmo doce e belo.
O que se abateu sobre o Rio foi algo que eu apenas havia ouvido de pessoas mais velhas e que vivenciaram a enchente de 1966, e que garanto, nunca traziam esta lembrança de maneira agradável. Era uma tristeza vencida e nós, tivessemos vivido ou não a experiência, não queríamos ver repetida.
A volta de algo tão desastroso e que roubou a alegria habitual do carioca, pode ser contabilizada por tantos números que os caminhos a serem trilhados nesta luta cansa antes mesmo de ser iniciada.
Quero poder pensar que isso vai passar e que daqui ha quarenta anos a vida vai ser diferente e melhor. Acho que me fiz entender.
Quando enalteci a beleza do Rio em dias de chuva não estava, obviamente, falando de dias como os que vivemos na semana passada. Eu me referia a dias normais em que a natureza se mostra amena e nós entramos em seu ritmo doce e belo.
O que se abateu sobre o Rio foi algo que eu apenas havia ouvido de pessoas mais velhas e que vivenciaram a enchente de 1966, e que garanto, nunca traziam esta lembrança de maneira agradável. Era uma tristeza vencida e nós, tivessemos vivido ou não a experiência, não queríamos ver repetida.
A volta de algo tão desastroso e que roubou a alegria habitual do carioca, pode ser contabilizada por tantos números que os caminhos a serem trilhados nesta luta cansa antes mesmo de ser iniciada.
Quero poder pensar que isso vai passar e que daqui ha quarenta anos a vida vai ser diferente e melhor. Acho que me fiz entender.
sábado, 10 de abril de 2010
Banda Urca Beach
Oi, gente!
Sou integrante da Banda Urca Beach e não é coincidêcia... Sempre convivi com a música e depois que vim morar na Urca, a banda ganhou esse nome.
Bem, quem quiser mais detalhes da banda, seu trabalho e suas músicas, basta entrar no blog: http://urcabeach.blogspot.com/ e vai ter oportunidade de conhecer um pouco da nossa história.
Vamos tocar na Lapa no dia 14/05 - e vamos mostrar a cara do novo trabalho que está sendo gravado, junto, é claro, de grandes clássicos da melhor música.
O som do Urca Beach é um som leve, como não poderia deixar de ser, pra uma banda que tinha de ensaiar respeitando o famoso silêncio que a Urca impõe... rsrs
Mas, mesmo com leveza, é um som marcante e com seus violões de aço, nylon, de 12 cordas e em algumas músicas a guitarra marcante do Wagner, vamos levar o som que o Urca Beach sabe fazer, uma boa música e que tem letras que nos falam de beleza e alegria.
bjus pra todos.
Sou integrante da Banda Urca Beach e não é coincidêcia... Sempre convivi com a música e depois que vim morar na Urca, a banda ganhou esse nome.
Bem, quem quiser mais detalhes da banda, seu trabalho e suas músicas, basta entrar no blog: http://urcabeach.blogspot.com/ e vai ter oportunidade de conhecer um pouco da nossa história.
Vamos tocar na Lapa no dia 14/05 - e vamos mostrar a cara do novo trabalho que está sendo gravado, junto, é claro, de grandes clássicos da melhor música.
O som do Urca Beach é um som leve, como não poderia deixar de ser, pra uma banda que tinha de ensaiar respeitando o famoso silêncio que a Urca impõe... rsrs
Mas, mesmo com leveza, é um som marcante e com seus violões de aço, nylon, de 12 cordas e em algumas músicas a guitarra marcante do Wagner, vamos levar o som que o Urca Beach sabe fazer, uma boa música e que tem letras que nos falam de beleza e alegria.
bjus pra todos.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Mãe, codinome GPS.
Sempre me pergunto por que os filhos homens e os maridos não encontram absolutamente nada.
Por que, a cada dificuldade para encontrar um objeto, dentro de casa, ouvimos sempre um chamado.
E não adianta você indicar minuciosamente o local, não. Mesmo que você diga:
- Está na terceira prateleira da estante da sala, em cima de uma lata vermelha e ao lado de um gato de porcelana azul.
Não, eles não encontrarão.
Jamais encontrarão.
Por isso, acho realmente que os GPS foram inspirados em nós, mulheres da casa.
Se você disser para outra mulher que um determinado objeto está em tal lugar, basta, ela vai encontrar, mas ELES...
Definitivamente, os homens não vem ao mundo com esse dispositivo de busca!
E a ajuda que devemos dar não é apenas uma ajuda de indicar, de criar um mapa. (Homens não entendem mapas) Eles precisam de nossa presença, e em alguns casos, a simples iniciativa de nos levantarmos para ir até eles já é o suficiente para que eles encontrem o que procuram.
Já pude presenciar filho e marido EM FRENTE ao que querem e simplesmente continuar gritando para receberem ajuda.
Como isso é possível???
Como isso não atrapalha quando estão ao volante?
Ah! Mas espera aí!
Eles tem GPS no carro, pelo menos alguns tem. Será uma forma de nos homenagear?
Ou será uma tentativa frenética de nos tornar presentes até mesmo dentro do ambiente mais apaixonante para os homens, seu carro?
Será que antes do advento do navegador eles gritavam pelas estradas?
Será que nos chamavam a cada esquina repetida que passavam?
Eles jamais confessarão...
Por que, a cada dificuldade para encontrar um objeto, dentro de casa, ouvimos sempre um chamado.
E não adianta você indicar minuciosamente o local, não. Mesmo que você diga:
- Está na terceira prateleira da estante da sala, em cima de uma lata vermelha e ao lado de um gato de porcelana azul.
Não, eles não encontrarão.
Jamais encontrarão.
Por isso, acho realmente que os GPS foram inspirados em nós, mulheres da casa.
Se você disser para outra mulher que um determinado objeto está em tal lugar, basta, ela vai encontrar, mas ELES...
Definitivamente, os homens não vem ao mundo com esse dispositivo de busca!
E a ajuda que devemos dar não é apenas uma ajuda de indicar, de criar um mapa. (Homens não entendem mapas) Eles precisam de nossa presença, e em alguns casos, a simples iniciativa de nos levantarmos para ir até eles já é o suficiente para que eles encontrem o que procuram.
Já pude presenciar filho e marido EM FRENTE ao que querem e simplesmente continuar gritando para receberem ajuda.
Como isso é possível???
Como isso não atrapalha quando estão ao volante?
Ah! Mas espera aí!
Eles tem GPS no carro, pelo menos alguns tem. Será uma forma de nos homenagear?
Ou será uma tentativa frenética de nos tornar presentes até mesmo dentro do ambiente mais apaixonante para os homens, seu carro?
Será que antes do advento do navegador eles gritavam pelas estradas?
Será que nos chamavam a cada esquina repetida que passavam?
Eles jamais confessarão...
quinta-feira, 18 de março de 2010
Mude a perspectiva!

Assim com os objetos são vistos grandes, quando estamos perto e aos nos afastarmos eles diminuem, mudam de tamanho, assim são os problemas. Quando visto de perto, eles são enormes, mas se conseguirmos mudar a perspectiva, eles diminuirão. Como um avião no céu, que por estar longe, lá no alto, é visto por nós bem pequenino, mesmo que saibamos que de perto é gigante, capaz de carregar centenas de pessoas.Então o segredo é esse, mudar a perspectiva. Mantenha-se a uma distância segura e saudável dos seus problemas, para que assim, de longe, quando eles se mostrarem menores, você possa controlar suas emoções e não ser engolido por eles, simplesmente por causa da proximidade. Tudo é questão de ponto de vista. Perspectiva.
Essa mudança de perspectiva é de fato necessária, pois do contrário, a "onda" chamada problema, te dá um "caldo", te derruba e você pode não ter fôlego pra vir à tona e cada vez mais criar mais problemas. Numa situção dessas, o desespero toma conta e o ser humano não tem muito controle sobre seu corpo diante de momentos assim.
A emoção pode ser uma grande aliada porque tem condição de nos mostrar se estamos certos ou errados, mas ninguém consegue ter discernimento quando está angustiado, sufocado, triste... Nessas horas, as emoções só nos confundem mais. Por isso é que o afastamento é necessário. Desligar-se. Não estou falando de fuga, não! De forma alguma. Estou falando de uma decisão consciente de ter outra perspectiva para daí se equilibrar e restaurar as verdadeiras emoções e então, conseguir uma solução eficaz.
Tome a decisão de equilibrar-se. Respire e mude a sua perspectiva.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Dias de Chuva.
Ao contrário da maioria dos cariocas, eu amo dia de chuva, nublado ou até mesmo aqueles dias "londrinos", acinzentados e que na Urca ficam maravilhosos.
Eu gosto de sair nos dias de frio, não fico em casa.
Gosto de sentir o vento frio que entra pela Baía - abençoada - da Guanabara e parece alcançar o fundo das nossas almas.
Tenho uma amiga que diz que quando ela acorda e o dia está assim tão cinza, ela entra em depressão.
Ai... eu não. Eu gosto de ver o mar misturado com a atmosfera cinza e gelada.
As ruas ficam molhadas, as plantas agradecem, até mesmo a água do mar que fica incrivelmente quente parece ficar mais limpa.
Então é legal colocar um monte de roupas quentes e calçar uma bota e sair pisando em poças, vendo a chuva lavar todas as calçadas e um pouco dos problemas de todo mundo.
Quando vem aquele vento característico de fim de verão, e eu sinto o outono chegando, já me bate um certo contentamento, porque sei que os dias vão começar a ficar lindos, mesmo que a maioria dos cariocas insista em dizer que o Rio de Janeiro combina com praia e sol.
Mas dia de frio e chuva é pra se curtir, sair e aproveitar bem, porque quando a gente volta pra casa e toma um chocolate bem quentinho, a gente dá mais valor a ter um teto e poder abraçar um amigo e sentir o calor que só os amigos tem.
Que venha o inverno!
Eu gosto de sair nos dias de frio, não fico em casa.
Gosto de sentir o vento frio que entra pela Baía - abençoada - da Guanabara e parece alcançar o fundo das nossas almas.
Tenho uma amiga que diz que quando ela acorda e o dia está assim tão cinza, ela entra em depressão.
Ai... eu não. Eu gosto de ver o mar misturado com a atmosfera cinza e gelada.
As ruas ficam molhadas, as plantas agradecem, até mesmo a água do mar que fica incrivelmente quente parece ficar mais limpa.
Então é legal colocar um monte de roupas quentes e calçar uma bota e sair pisando em poças, vendo a chuva lavar todas as calçadas e um pouco dos problemas de todo mundo.
Quando vem aquele vento característico de fim de verão, e eu sinto o outono chegando, já me bate um certo contentamento, porque sei que os dias vão começar a ficar lindos, mesmo que a maioria dos cariocas insista em dizer que o Rio de Janeiro combina com praia e sol.
Mas dia de frio e chuva é pra se curtir, sair e aproveitar bem, porque quando a gente volta pra casa e toma um chocolate bem quentinho, a gente dá mais valor a ter um teto e poder abraçar um amigo e sentir o calor que só os amigos tem.
Que venha o inverno!
terça-feira, 9 de março de 2010
Dia da Mulher - Todo dia!
Tenho várias teses, vários pensamentos
Todos contrastantes, contundentes
Sou muitas e sou uma só.
Sou difícil, sou fácil
Arrogante e complacente
A que sorri, que ofende
Maltrato, sou socorro...
Sou assim, de todo jeito
Ser só constante pra mim
Parece como estar constantemente só.
Assim tenho a companhia dessas outras, me abrigo
No meu eu, com meu ego
E até com meu alter-ego
Sigo, fico, volto, vou.
Espero, anseio, sacio...
Leve, tensa, forte.
Basta que eu não me entenda,
Mas com certeza, me goste.
Todos contrastantes, contundentes
Sou muitas e sou uma só.
Sou difícil, sou fácil
Arrogante e complacente
A que sorri, que ofende
Maltrato, sou socorro...
Sou assim, de todo jeito
Ser só constante pra mim
Parece como estar constantemente só.
Assim tenho a companhia dessas outras, me abrigo
No meu eu, com meu ego
E até com meu alter-ego
Sigo, fico, volto, vou.
Espero, anseio, sacio...
Leve, tensa, forte.
Basta que eu não me entenda,
Mas com certeza, me goste.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Momento Cultural no 107
Novamente no meu ônibus...
O que é cultura?
Essa é uma discussão vasta e já pude experimentá-la algumas vezes, porém vou destacar duas.
A primeira surgiu com um encontro solene entre "intelectuais", políticos e artistas ilustres ( isso existe?) Bem... A questão era: um debate sobre o que é cultura. Um daqueles momentos "fashions", "cult", uma "távola redonda" (pretensa) sobre o tema.
Pra resumir, o encontro tinha o seguinte tema:Por que as festas juninas acontecem em julho, agosto e até setembro?
Após os 30 segundos de pane mental... descubro que o "encontro cultural" era um encontro para apresentação de um candidato a um determinado cargo... ( no words)
O segundo momento, esse sim, valeu a pena.
Estou voltando pra casa e pego meu ônibus- tema. Sentada, começo a observar uma discussão que se inicia.
O trocador indaga a uma passageira sobre a leitura de um livro e daí em diante tenho toda a atenção focada no que se passa.
- A senhora vai ler esse livro todo?
Pronto, pensei, não bastasse a pessoa não ler, ainda se intromete na vida alheia. (Como se eu não estivesse fazendo a mesma coisa)
Mas, para minha total surpresa, o que vejo acontecer é uma conversa que além de me surpreender, me envoergonha pelos meus pensamentos.
Talvez eu não devesse ser tão cruel comigo, afinal, a minha outra experiência tinha sido caótica, e eu, fruto do meio, estava apenas exteriorizando minha vivência, mesmo que através dos meus pensamentos.
Mas voltando ao diálogo entre os dois - que nesse ponto já se adiantara devido às minhvs elocubrações-, tentei retomar o fio da meada e acompanhar o assunto.
Temos então uma pessoa com um livro na mão e que visivelmente é alguem que teve a possibilidade de estudar e como interlocutor um trabalhador, que não dá pra saber qual a sua instrução, mas que dá um banho de cultura verdadeira e consegue estabelecer em meio ao seu momento de trabalho, uma converas com uma pessoa desconhecida, uma troca de conhecimentos que, graças a Deus, pelo fato do ônibus estar vazio, eu posso usufruir.
Aprendi muitas coisas, mas o mais legal foi sobre a origem do blues.
A moça se despede e o rapaz tenta continuar o diálogo, agora com o motorista.
Recita a letra de um blues e o motorista, até então quieto, diz:
- Se você continuar falando assim, eu vou me apaixonar.
Puxo o sinal e desço no meu ponto.
O que é cultura?
Essa é uma discussão vasta e já pude experimentá-la algumas vezes, porém vou destacar duas.
A primeira surgiu com um encontro solene entre "intelectuais", políticos e artistas ilustres ( isso existe?) Bem... A questão era: um debate sobre o que é cultura. Um daqueles momentos "fashions", "cult", uma "távola redonda" (pretensa) sobre o tema.
Pra resumir, o encontro tinha o seguinte tema:Por que as festas juninas acontecem em julho, agosto e até setembro?
Após os 30 segundos de pane mental... descubro que o "encontro cultural" era um encontro para apresentação de um candidato a um determinado cargo... ( no words)
O segundo momento, esse sim, valeu a pena.
Estou voltando pra casa e pego meu ônibus- tema. Sentada, começo a observar uma discussão que se inicia.
O trocador indaga a uma passageira sobre a leitura de um livro e daí em diante tenho toda a atenção focada no que se passa.
- A senhora vai ler esse livro todo?
Pronto, pensei, não bastasse a pessoa não ler, ainda se intromete na vida alheia. (Como se eu não estivesse fazendo a mesma coisa)
Mas, para minha total surpresa, o que vejo acontecer é uma conversa que além de me surpreender, me envoergonha pelos meus pensamentos.
Talvez eu não devesse ser tão cruel comigo, afinal, a minha outra experiência tinha sido caótica, e eu, fruto do meio, estava apenas exteriorizando minha vivência, mesmo que através dos meus pensamentos.
Mas voltando ao diálogo entre os dois - que nesse ponto já se adiantara devido às minhvs elocubrações-, tentei retomar o fio da meada e acompanhar o assunto.
Temos então uma pessoa com um livro na mão e que visivelmente é alguem que teve a possibilidade de estudar e como interlocutor um trabalhador, que não dá pra saber qual a sua instrução, mas que dá um banho de cultura verdadeira e consegue estabelecer em meio ao seu momento de trabalho, uma converas com uma pessoa desconhecida, uma troca de conhecimentos que, graças a Deus, pelo fato do ônibus estar vazio, eu posso usufruir.
Aprendi muitas coisas, mas o mais legal foi sobre a origem do blues.
A moça se despede e o rapaz tenta continuar o diálogo, agora com o motorista.
Recita a letra de um blues e o motorista, até então quieto, diz:
- Se você continuar falando assim, eu vou me apaixonar.
Puxo o sinal e desço no meu ponto.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Aconteceu no 107
O susto!
Dia útil, quatro horas da tarde. Sol de rachar, estômago vazio, ônibus cheio.
Na volta pra casa, diante das condições já citadas consigo finalmente um lugar pra sentar. Estamos chegando na Praia de Botafogo e após ter vindo em pé desde a avenida Passos, esse lugar cai do céu.
No ponto da rua da Passagem um adolescente comum como todos, sem camisa, de mochila, branquinho como meu filho, chinelo no pé e aquela cara de quem acabou de atravessar um portal dimensional e surgiu nesse mundo de repente, entra no “busão”.
Sei disso porque apesar do fato de ser ele tão comum, eu o reparei, como reparo em todos que entram e saem do ônibus. - É uma mania que tenho, olhar para as pessoas e pensar porque estão aqui, ou simplesmente imaginá-las sem roupa -. É um truque que tenho para desmistificar o ser humano, desenvolvi essa técnica quando era obrigada a tocar piano na frente das pessoas - coisa que minha mãe sempre fazia quando recebia visitas... Eu odiava aquilo.
Bem, o menino senta na última fileira, no único lugar que ele encontra e o ônibus segue.
Quando descemos o Pasmado e pegamos a General Severiano, o veículo pára no ponto seguinte. Eis que entra um homem alto, muito magro e de olhos esbugalhados, que se dirige ao trocador, no caso, uma trocadora e pergunta:
- Posso pular a roleta?
Devido a forma afoita com entrou e como perguntou, fez isso em tom alto, todos se voltam e esperam meio apavorados a resposta. Como a trocadora não responde – talvez por ter ficado paralisada com uma pochete que ele quase arremessou contra ela-, ele, resolve pular a roleta. Parte, então, como um furacão em direção ao menino que entrara no ponto anterior.
A esta altura, as pessoas já estão rezando, porque quando não se consegue entender o que está acontecendo, deduz-se que há um assalto em andamento e então, só rezando...
Eu cheguei a questionar sobre um possível parentesco entre os dois, sei lá. Talvez fosse uma brincadeira, ou talvez o homem tivesse seguido o menino, mas nada era lógico, afinal a confusão estava armada e não dava tempo pra pensar. O fato é que adolescente estava sendo sacudido literalmente pelo tal homem que proferia palavras initeligíveis.
De repente, solta-o e volta-se na direção do motorista e grita que quer descer, só que o motorista não percebe e arranca com o carro. Nesse momento, todos se apavoram mesmo. Gritam:
- O moço quer descer! O moço quer descer!
O ônibus pára e quando a porta de saída se abre, ele desce correndo.
O trajeto é retomado, a sensação em todos é de alívio e de repente alguém grita novamente:
- Cuidado!
Todos se abaixam. E a pedra arremessada, pelo homem que descera, não atinge ninguém, felizmente.
Outro susto e nova tentativa de voltar à calma.
Um senhor que estava estranhamente calmo sentado do lado de uma das janelas fala:
- Aquele moço veio correndo lá de dentro do Pinel, pulou o portão e entrou no ônibus...
Ta explicado.
Dia útil, quatro horas da tarde. Sol de rachar, estômago vazio, ônibus cheio.
Na volta pra casa, diante das condições já citadas consigo finalmente um lugar pra sentar. Estamos chegando na Praia de Botafogo e após ter vindo em pé desde a avenida Passos, esse lugar cai do céu.
No ponto da rua da Passagem um adolescente comum como todos, sem camisa, de mochila, branquinho como meu filho, chinelo no pé e aquela cara de quem acabou de atravessar um portal dimensional e surgiu nesse mundo de repente, entra no “busão”.
Sei disso porque apesar do fato de ser ele tão comum, eu o reparei, como reparo em todos que entram e saem do ônibus. - É uma mania que tenho, olhar para as pessoas e pensar porque estão aqui, ou simplesmente imaginá-las sem roupa -. É um truque que tenho para desmistificar o ser humano, desenvolvi essa técnica quando era obrigada a tocar piano na frente das pessoas - coisa que minha mãe sempre fazia quando recebia visitas... Eu odiava aquilo.
Bem, o menino senta na última fileira, no único lugar que ele encontra e o ônibus segue.
Quando descemos o Pasmado e pegamos a General Severiano, o veículo pára no ponto seguinte. Eis que entra um homem alto, muito magro e de olhos esbugalhados, que se dirige ao trocador, no caso, uma trocadora e pergunta:
- Posso pular a roleta?
Devido a forma afoita com entrou e como perguntou, fez isso em tom alto, todos se voltam e esperam meio apavorados a resposta. Como a trocadora não responde – talvez por ter ficado paralisada com uma pochete que ele quase arremessou contra ela-, ele, resolve pular a roleta. Parte, então, como um furacão em direção ao menino que entrara no ponto anterior.
A esta altura, as pessoas já estão rezando, porque quando não se consegue entender o que está acontecendo, deduz-se que há um assalto em andamento e então, só rezando...
Eu cheguei a questionar sobre um possível parentesco entre os dois, sei lá. Talvez fosse uma brincadeira, ou talvez o homem tivesse seguido o menino, mas nada era lógico, afinal a confusão estava armada e não dava tempo pra pensar. O fato é que adolescente estava sendo sacudido literalmente pelo tal homem que proferia palavras initeligíveis.
De repente, solta-o e volta-se na direção do motorista e grita que quer descer, só que o motorista não percebe e arranca com o carro. Nesse momento, todos se apavoram mesmo. Gritam:
- O moço quer descer! O moço quer descer!
O ônibus pára e quando a porta de saída se abre, ele desce correndo.
O trajeto é retomado, a sensação em todos é de alívio e de repente alguém grita novamente:
- Cuidado!
Todos se abaixam. E a pedra arremessada, pelo homem que descera, não atinge ninguém, felizmente.
Outro susto e nova tentativa de voltar à calma.
Um senhor que estava estranhamente calmo sentado do lado de uma das janelas fala:
- Aquele moço veio correndo lá de dentro do Pinel, pulou o portão e entrou no ônibus...
Ta explicado.
Assinar:
Postagens (Atom)